Growth Hacking já morreu? Qual será o futuro de Growth?

Neste artigo você vai ver:

Ouso começar esse artigo dizendo que Growth Hacking é coisa do passado. Mas como um termo que foi inventado em 2010, crescendo, de fato,nos últimos 3 a 5 anos já morreu? É possível? Sim e não. Então, qual será o futuro do Growth?

Eu explico:

Sim, pois até o próprio Sean Ellis, em uma conversa pessoal que tivemos durante a Growth Hackers Conference deste ano, chegou a dizer que existem casos onde o nome “Growth Hacking” já não é mais tão aplicável.

Além disso, ele também afirmou que estava surgindo uma terminologia chamada Holistic Growth. Ela não substitui a primeira, apenas complementa e especifica melhor sua aplicação.

Não, pois Growth Hacking, na minha opinião, é um mix de Metodologia, Gestão e Mindset. Ele se adapta incrivelmente bem para os famosos cenários VUCA (Voláteis, Complexos, Incertos e Ambíguos). 

O Passado (ou as origens) de Growth: e se pudéssemos aprender muito mais rápido?

O que eu acredito ser perene em Growth Hacking é a filosofia por trás da “metodologia”. Essa que se baseia no questionamento: e se pudéssemos aprender muito mais rápido?

Em um cenário competitivo onde velocidade é chave, se pudermos aprender mais rápido aquilo que funciona e o que não, provavelmente estaríamos próximos de alcançar os resultados que desejamos.

Afinal, como já dizia Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial: estamos em um mundo onde não é mais o Peixe Grande que come o Peixe Pequeno, e sim o Peixe Rápido que come o Peixe Devagar.

O presente de Growth: Mais Growth, menos Hacking!

E é com base no pensamento anterior que vale ressaltar que já passamos daquela fase inicial de Growth Hacking. Naquela etapa, contávamos histórias de Hacks que turbinaram as métricas de sucessos de alguns negócios. 

Atualmente, não faz sentido nenhum usar histórias de 2000 e bolinha como os clássicos Hacks do Hotmail – P.S: I love you. Get your free e-mail at Hotmail, que gerou 1 milhão de usuários em 6 meses. Ou, então, do Dropbox – com o primeiro Member Get Member Bilateral, que gerou 3 milhões de usuários em 12 meses. 

Inclusive, se quiser mais algum desses cases clássicos? Então leia o artigo “Os grandes Cases de sucesso em Growth Hacking” aqui no blog da Zup.

Esses cases são maravilhosamente lindos, não há nada que tire o mérito de suas equipes terem feito um ótimo trabalho naquele momento. Antes, tais estratégias ainda eram desconhecidas ou pouco utilizadas, mas saímos da época dos Hacks Milagrosos e entramos na era do CGR. 

Ué, CGR… O que é isso? C.G.R. é a sigla para Compound Growth Rate. É a soma dos resultados de pequenos sucessos que ajudam na criação de uma grande curva de crescimento. 

Abaixo, vocês conseguem visualizar um exemplo de como “pequenas” vitórias acumuladas podem gerar grandes resultados ao longo do tempo.

Gráfico colorido com um eixo vertical que temos o “Experimento R.O.I” e no eixo horizontal temos os “Experiments”. Conforme são feitas pequenas mudanças os números vão variando e, por fim, no final, os pequenos resultados apresentam uma curva exponencial.

P.S: Lembre-se que para gerar crescimento significativo é super importante passar pela etapa de clareza de Product/Market-Fit. Não sabe o que é ou quer se aprofundar mais? Então se liga nesse artigo que explica Product/Market-Fit de ponta a ponta.

No presente, Growth é um processo de transformação baseado em 4 pilares:

  • Estruturação de Times Multidisciplinares;
  • Gestão Data-Driven;
  • Processos e Rituais;
  • Cultura de Growth Holístico.

Arte colorida apresentando o Grow Transformation Framework, que é separado em Time multidisciplinar (T-Shaped Team e Fluxo de valor separados por fluxo (jornada), por métrica e por função), Gestão de Data- Driven (TN, NSM & OMTM, OKRs, Metas e Entregas e Sprints), Processos e Rituais (Kick-Off Semanal, Gestão de Experimentos, Doação de conhecimento, RMR e Daily Opcional) e Cultura de Growth holístico (C-level Buy In, Meta de transformar - Workshop, treinamento + conteúdo e coaching). Por fim uma seta que passa por todos os tópicos com a frase: Comunicação: compartilhar ganhos e aprendizados.

O futuro de Growth: Holistic & Integrated & Agile!

Apesar de muitas vezes relacionarmos Growth com Marketing, quando pensamos no futuro de Growth, distanciamos cada vez mais de uma vertical específica. Conseguimos ver o Growth discutindo assuntos corporativos como Design Organizacional e Stack Tecnológico. 

Olhando para o futuro, fica óbvio que dependendo de qual for sua latitude e longitude, pode ser que esse momento tenha chegado. Portanto, é nossa responsabilidade implementar um modelo de trabalho holístico, integrado e ágil

Futuro do Growth: falar de Holístico talvez seja o tópico mais atual de todos…

Entretanto, esse assunto ainda é pouco implementado. Em teoria, Growth deveria ser aplicado e cultuado (a nível de cultura) por toda a empresa. Assim, ele seria bem efetivo em termos de geração de resultado. 

Para isso, é importante começar a organizar a empresa de modo a trabalhar por fluxo de valor. E quando se fala de Design Organizacional por fluxo de valor, basicamente estamos falando de times multidisciplinares. Essas equipes devem trabalhar em times focados em métricas do funil, e não mais em silos funcionais, como nos moldes tradicionais. 

Arte colorida apresentando um modelo independente, organizado por métricas do funil que é separado em VP / C - Level acima, e, em seguida, Awareness, Acquisition, Activation, Retention, Revenue e Referral, e cada um em suas subcategorias tem Growth Hacker, Product Manager, Data Analytics, Designer e Dev.

E Quando falamos de Growth Integrado..

Estamos falando da integração de times de tecnologia a times de negócios, trabalhando de forma verticalizada. Unindo ao conceito de times multidisciplinares por fluxo de valor, a evolução da gestão das squads por etapas do funil. Assim, seria feito através de uma gestão de metas e entregáveis que conectam seus integrantes com os resultados da companhia, e não a capacidades individualizadas.

Por exemplo: Na parte de ativação, possivelmente, dentro das squads de desenvolvimento dentro do fluxo de valor de Ativação estarão pessoas que trabalham com antifraude. Elas têm, obviamente, o objetivo de garantir a segurança da corporação contra ações de corrupção de seus usuários.

Porém, também devem estar conectadas à meta de número de ativação. Assim, elas “não jogam contra a própria empresa”, criando empecilhos para evitar as fraudes, e, evitando também, em alguns momentos, ativações não fraudulentas por excesso de zelo. 

Arte colorida apresentando um modelo de estrutura organizado por metas onde temos o VP/ C- Level acima e em seguida, Acquisition (100k User), Activation (80% 1st Buy within 24 hours), Retention (40% MAU) e Revenue (1 BI Revenue), e todos com os subtópicos Growth Hacker, Product Manager, Data Analytics, Designer, Dev + Squad de Desenvolvimento.

Por fim, Growth Ágil..

diz respeito à estrutura e um Stack Tecnológico embarcados que possibilitem testar diversas hipóteses de maneira ágil. Para tal, a maneira como enxergamos a nossa estrutura de arquitetura tecnológica deve mudar, principalmente a nível de gestão de risco. 

Hoje, quando falamos em processo de desenvolvimento, temos diversas etapas até o software (um aplicativo, por exemplo) ir para produção. Em outras pelavras, ficar disponível para seus milhares ou milhões de usuários.

No futuro do Growth (que não é tão futuro assim para muitas empresas de tecnologia de ponta, como Netflix, Facebook e Google), o ideal é trabalhar com quase tudo já a nível de produção. Assim, ao invés de fazer deploys por fases, foca-se em deploys por círculos, ou seja, por grupos de usuários.

Dessa maneira, quando alguma modificação for feita em alguma camada do software, somente uma pequena camada de usuários (que podem ser, inclusive, somente as pessoas do time de desenvolvimento) irá verificar a efetividade das mudanças nas métricas-chave já a nível de produção. 

Assim, caso os ponteiros das métricas-chave sejam movimentados de maneira positiva, as modificações poderiam ser distribuídas para os demais usuários até se tornar padrão para todo mundo.

Arte colorida apresentando a diferença entre o modelo de deploy tradicional (Development, staging, pré-prod e production) e o modelo de deploy em círculos (feature release to close circle, feature release to early- adopters e feature release to mainstream).

O futuro do Growth Hacking é …

com a arquitetura tecnológica correta, estruturada de maneira a utilizar microsserviços para modularizar o desenvolvimento. Além disso, associada à técnicas de feature toggle (também conhecido como Feature flag), uma boa arquitetura de dados para conseguir mensurar experimentações e testes em diferentes camadas e com um modelo de deploy em produção contínua.

Com isso, o passo seguinte seria preparar uma equipe de atendimento (customer support / customer experience) para lidar com situações atípicas geradas pelos testes e experimentos.

O futuro do Growth é promissor

Agora, por fim, se vamos chamar de Growth Hacking, Holistic Growth, Integrated Growth, Agile Growth, não importa. O importante é executar, testar, aprender e compartilhar!

E você, como tem testado e colocado em prática tudo isso? Conta pra gente nos comentários! 

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Caio Jardim
Head de Growth Hacking
Focado em empreendedorismo de alto crescimento e tecnologia com o propósito de melhorar a vida das pessoas.

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