Design Thinking: o que é, como funciona e onde aplicar?

16/4/2019
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Há quem diga que é apenas mais uma modinha e quem defenda que é o futuro (ou presente) do design… Seja qual for seu time, a verdade é que o termo está cada dia mais relevante e é importante entender sobre o que se trata. Apesar de recém chegado ao mainstream, o design thinking vem germinando desde a década de 60.

As promessas vão de solucionar problemas complexos até revolucionar toda a forma como pensamos o mundo. Mas, afinal, o que é? Do que se alimenta? Onde vive? Para que serve?

O que é design thinking?

“There’s no single definition for design thinking. It’s an idea, a strategy, a method, and a way of seeing the world.”

Basta uma rápida pesquisa no Google para encontrar centenas de definições sobre o tema — nenhuma, no entanto, é definitiva. Num cenário mais abrangente, ficamos com a definição de Tim Brown:

“Design thinking is a human-centered approach to innovation that draws from the designer’s toolkit to integrate the needs of people, the possibilities of technology, and the requirements for business success.”

Em outras palavras: design é uma forma de pensar que integra o que as pessoas querem, com o que é tecnologicamente possível e economicamente viável. O objetivo é dar clareza aos desejos das pessoas, as necessidades de negócio e buscar as melhores formas de conectar os dois lados com dados e tecnologia.

Por que e quando usar ?

O que há em comum entre trocar o texto de um botão e a proposta de valor de uma empresa? Design! A metodologia do Design Thinking estimula uma visão ampla do contexto, ao mesmo tempo que facilita a tomada de decisão. Além disso, testes e análises durante o processo diminuem - e muito - os riscos de fracasso.

De maneira simples, a resposta para essa pergunta seria algo como: utilize design thinking para resolver problemas e tomar decisões.

Designers em negócios?

Sim! Pode até parecer estranho num primeiro momento, mas faz todo sentido. Entender o comportamento do cliente, antecipar tendências e transformar o complexo em simples são habilidades inerentes ao design. É se colocar  no lugar das pessoas para sentir esta experimentação e buscar, de fato, pensar como elas.

A complexidade dos problemas atuais demanda esta exploração, comportamento não muito comum entre pessoas de negócios, mas cada vez mais necessário.

O que design apresenta ao mundo dos negócios é a possibilidade de tomar decisões mais embasadas, assertivas e inovadoras.

Mas, como exatamente? Com métodos e ferramentas, mas principalmente com olhar curioso e escuta ativa.

Metodologia do Design Thinking

Se você já teve algum contato com design thinking, provavelmente já viu o duplo diamante. Existem centenas, talvez milhares, de versões — das mais básicas às mais complexas — e você pode até fazer a sua própria.

O padrão, no entanto, é sempre uma etapa de divergência, seguida de uma de convergência:

metodologia design thinking


A ideia é que o processo sempre comece ampliando visões, possibilidades, hipóteses e caminhos e, com isso, se afunile para uma etapa de escolha sobre o caminho a ser seguido. Num exemplo: é como se você tivesse planejando uma viagem. Primeiro, você abre todas as opções de destino - conversa com pessoas, amigos, pesquisa na internet (primeira etapa). Depois, com todas as informações, escolhe para onde vai.


Quais as etapas do design thinking?

etapas design thinking

1. Descoberta

Mais importante que ter uma boa resposta é saber a pergunta certa. Por isso, o começo de todo processo é um momento de descoberta e empatia. A hora de explorar todos os questionamentos e possíveis problemas.

Pesquisas, benchmarks, análises SWOT, entrevistas e muita, muita empatia. O objetivo dessa etapa é gerar muitos insights sobre tudo o que toca o problema — principalmente as pessoas cujos problemas estamos tentando resolver.

2. Definição do problema

Depois de assimilar toda a informação coletada na etapa anterior, é hora de usar os insumos para definir onde atacar primeiro. Para a tomada de decisão, tudo é levado em conta.

A ideia aqui é categorizar os aprendizados e montar um cenário no qual sua equipe e você estejam seguros sobre qual principal problema a ser resolvido e o quão claro ele está para todos. Aqui na Zup, por exemplo, o entendimento de um problema é 50% de sua solução.

Para ajudar nesse processo, existem alguns frameworks e métodos de trabalho usados por profissionais de UX. Independente de qual caminho será escolhido, é importante que tudo esteja muito bem documentado e organizado. Mas é primordial que as decisões sejam colaborativas, pois pensar em design thinking aliado a metodologias ágeis pode ser para muitos casos o melhor caminho.

3. Ideação

fase da ideação


Ou mais conhecido como: hora da diversão! Aqui, divergimos novamente, mas com um foco mais definido e já pensando no que será entregue em seguida na fase de prototipação.

Esse é aquele famoso momento dos brainstorms ou — tempestades de ideias. Hora de criar sem medo, sem julgamentos e sem limites e criatividade não é papel apenas dos designers aqui. Todo mundo cria, e o mantra é colaboração.

É claro que, com um problema bem definido, claro e específico, fica mais fácil pensar na solução. E talvez por isso essa etapa ganhe todo o crédito de um processo bem maior.

Com ou sem fama, fato é que essa é uma etapa muito importante (além de divertida), que deve estar sempre focada nas pessoas cujos problemas estamos tentando resolver.

4. Prototipação

fase da prototipação

Dentre todas as possibilidades criadas, é preciso escolher uma para testar. Calma, você não precisa construir a solução inteira agora. A ideia é, inclusive, o oposto.

Para tornar o processo de decisão mais objetivos e eficientes, você pode contar com a ajuda de frameworks de priorização. Cada um leva fatores específicos em consideração, como por exemplo: alcance, dificuldade, risco, etc.

O principal objetivo dessa etapa é validar se a solução escolhida é realmente a melhor. Para isso, precisamos de um protótipo.

A ideia é construir uma pequena parte do que foi proposto, apenas o mínimo para que a solução possa ser validada.

Protótipos podem ser de baixa, média e alta fidelidade — de uma folha de papel desenhada à uma aplicação digital — cada um tem seu papel no processo.

O importante é que seu público, ou seja, as pessoas cujo problema você está tentando resolver, sejam capazes de avaliar se o que está sendo entregue é compatível com a proposta de valor definida na etapa 2.

5. Testes

Na jornada de construção de um produto/solução testes são essenciais para aprender mais rápido e minimizar os riscos de fracasso.

Essa é uma etapa na qual o fracasso é seu amigo, afinal, descobrir o que não fazer é essencial!

Quanto mais testes, mais rápido você irá descobrir o que seu usuário realmente quer e como entregar isso a ele.

Os protótipos podem validar, num estágio ainda inicial, decisões estratégicas e/ou operacionais como:

  • Esse é realmente seu público alvo?
  • Seu produto está resolvendo um problema real desse público?
  • Você está conseguindo entregar da melhor forma?
  • A interface está intuitiva?
  • A nova funcionalidade resolve os problemas que queríamos?

Qual o momento certo para usar o Design Thinking?

Especialmente na criação de novos serviços e produtos, onde é extremamente eficaz para pensar a proposta de valor, modelo de negócio, etc. Também é usado para resolver problemas complexos e remodelar projetos existentes.

A metodologia pode ser usada, no limite, para qualquer tomada de decisão em ambientes complexos.

Seja no começo ou no meio do processo, as etapas de divergência e convergência seguem as mesmas. Acompanhando o fluxo de abrir opções, fechar diagnósticos, abrir possíveis soluções e testar protótipos.

Indo além do viés profissional, você pode levar para qualquer tipo de resolução de problema, de pessoal a social, por exemplo. E não necessariamente em plataformas digitais, mas também com produtos físicos ou mesmo processos que entregam serviços.

Não há limite para o pensar.

Conclusão

Mais do que uma metodologia, o design thinking é um instrumento poderoso de como resolver problemas de pessoas, por mais complexos que sejam, de uma forma eficiente e com baixo risco.

Design não é apenas estética, nem o desenho das telas - design pode (e deve) pensar estratégia, mudar pontos de vista e melhorar a vida das pessoas.

Aqui na Zup, inserimos design thinking nos projeteos desde o primeiro momento - e utilizamos até o seu fim. Acreditamos que a mentalidade de co-criar com os clientes, é capaz de criar inovação e transformar a cultura de empresas que têm dificuldade em se aproximar de seus públicos.

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