Inteligência Emocional: Os 5 Pilares

O que é, como está dividida e como exercitar sua Inteligência Emocional

“Contrata-se pelas competências técnicas e demite-se por aspectos comportamentais” — você com certeza já ouviu essa frase antes, afinal, ela circula há pelo menos uma década. 

Aqui na Zup, a equipe de Talent Acquisition reconhece a importância do tema e já aprimorou o processo de seleção. Hoje, não só aqui, mas a maioria das empresas já está mapeando fit cultural e aspectos comportamentais por meio do que chamamos de entrevistas por competências. 

Bom, se isso já acontece, por que ainda falamos tanto em Inteligência Emocional?

A questão é que Inteligência Emocional não é um comportamento isolado, e sim um conjunto de comportamentos — o que dificulta muito que ele seja perfeitamente avaliado em algumas etapas de seleção. Apesar da dificuldade, esse conjunto de habilidades tem sido frequentemente apontado como o principal diferencial competitivo para a camada diretiva de qualquer organização. 

Dada a relevância do tópico, passamos a ter o livro Harvard Business Review — Inteligência Emocional como um dos guias sobre como entender e aproveitar melhor esse conjunto de habilidades. 

O que é, de fato, Inteligência Emocional?

É a capacidade que uma pessoa tem de reconhecer e administrar suas próprias emoções, a fim de usá-las de formas positivas para comunicar-se com eficiência e empatizar com pessoas ao seu redor. Para Paulo Kretly, presidente da FranklinCovey Brasil, pessoas que possuem essa habilidade pensam, sentem e agem de maneira consciente.

Quais são os principais pilares da Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional divide-se em 5 pilares:

  1. Autoconhecimento: não é à toa que diversas empresárias(os) como  Delair Bolis, Vanessa Fontoura, Luiza Helena e Cris Junqueira, têm investido em processos de autoconhecimento para si e/ou para seus líderes. 

    À medida que reconhecemos nosso repertório de emoções e ações não desejáveis, ou seja, quando se estamos conscientes dele e podemos observá-lo, passamos a poder também administrá-lo melhor. Passamos, inclusive, a ressignificá-lo.

  1. Autocontrole: só existe autogestão eficaz sobre aquilo que se tem consciência. Na prática, só se entende como ter autocontrole sobre rompantes emocionais, especialmente com outras pessoas (como times, clientes ou até companheiro(a)), quando se é capaz de identificar os gatilhos que levam a esse comportamento indesejado.

    Uma vez que eles são mapeados, começa o processo de auto observação, que torna possível a previsibilidade de uma reação emocional mais acalorada. Dessa forma, é possível alterar o próprio processo de reação, abrindo novas janelas de consciência. 

    E é, precisamente aqui, que entra o famoso “conte até 10”, “beba um gole de água”, etc — lembretes úteis para ativar a autoconsciência e escolher sua reação a um determinado estímulo, saindo do automático. 

    Obviamente, como toda habilidade, essa é desenvolvida com treino — não existe mágica. 

  1. Motivação: o terceiro pilar. Segundo o autor de Harvard Business Review, pessoas que a possuem buscam constantemente desafios criativos, gostam desse sentimento, topam desafios, mesmo sabendo que precisarão evoluir, e estão constantemente buscando estímulos de realizações.

    Aqui também há um desafio para o empregador, pois geralmente colaboradores automotivados são inquietos e inconformados. Isso pode vir a ser um problema quando se sentem subaproveitados. 

    Nesse tipo de situação, as empresas correm um grande risco de perder profissionais. Nesse sentido, o desejável é colocar essas pessoas nos desafios corretos para suas respectivas capacidades. 

    Em contrapartida, cabe ao colaborador deixar transparente quando estiver se sentindo subaproveitado. Afinal, pode sempre propor soluções criativas para transformar seu trabalho.

  1. Empatia: bastante discutida e explorada na última década, trata-se da capacidade de colocar-se no lugar do outro, de compreender os sentimentos de outras pessoas. 
    Empatia é uma característica essencial, pois é por meio dela que construímos relacionamentos eficazes, de interesse genuíno pelas necessidades do outro. 
    Ponto de atenção: não se trata, necessariamente, de pessoas emotivas. O ponto importante é o interesse genuíno e não sua resposta emocional a ele.
  1. Destreza Social, ainda citando o livro “Inteligência Emocional” da Harvard Business Review, a destreza social é a gentileza com propósito: é a capacidade de direcionar pessoas a seguirem um objetivo. É a aptidão para costurar necessidades e interesses gerando acordos de ganho comum. 

    Vale lembrar que essa habilidade só existe quando em conjunto das demais. 

É importante destacar que para uma empresa que vive de inovação, Inteligência Emocional é um fator crucial de diferencial competitivo. O mundo corporativo precisa de pessoas que consigam, a partir do autoconhecimento, vencer suas inseguranças e encontrar a motivação necessária para se desafiar ao novo, ao inexplorado. Profissionais que consigam ver nas barreiras possibilidades de ultrapassá-las. 

Conquistar a IE (Inteligência Emocional) é uma jornada. Se você tem interesse em aprofundar-se no tema, pode buscar os livros da Harvard Business Review — Inteligência Emocional, ler o livro de Daniel Goleman: “O poder da Inteligência Emocional” ou, ainda, conferir o curso da Conquer sobre o tema.

Por fim, contamos para você que, aqui na Zup, a área de People está desenvolvendo um trabalho incrível, no qual as BPs (Business Partners) estão se dedicando ao assunto de coaching e assessment nesta jornada de autoconhecimento da liderança. Abrimos cada vez mais espaços para discussões de temas tão relevantes quanto esse, a fim de tornar nossos líderes cada vez mais seguros, motivados e empáticos. Prometemos que daqui a alguns meses, vamos escrever um pouco mais sobre os acertos e aprendizados deste programa.

Aproveite e confira também o nosso artigo sobre as 7 Habilidades de um Bom Líder.

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Camilla Kobayashi
Business Partner Leader
Apaixonada na vida e na energia de realizar mudanças. Mãe de dois Boys e um Dog.

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