Employee Experience: o que é e como transformou meu comportamento

4/7/2019
Caroline Mazzutti
HR Business Partner

Sou uma psicóloga genuinamente preocupada com pessoas. Viciada, fissurada, apaixonada por inovações no ambiente de tecnologia.

Há poucos meses, descobri um novo conceito que vem tirando o meu sono: Employee Experience.

Quando frequentamos as Universidades brasileiras e a grande maioria das empresas, é muito comum nos limitarmos às metodologias antigas, bem setorizado, quase uma linha de produção. Dessa forma, normalmente vemos nas áreas de Recursos Humanos subáreas de Recrutamento e Seleção, Treinamento, Cargos e Salários e bla bla bla.

E como já aprendemos muito com isso, temos uma base pra pensarmos além. Pois é, precisamos pensar no além!

O que é Employee Experience?

É normal e coerente vermos as empresas se preocupando com a experiência do usuário, mapeando cada detalhe para oferecer o máximo de qualidade para os seus clientes. Essa também é a lógica do Employee Experience, só que aplicado aos colaboradores daquela empresa.

São todas as ações que garantem o bem-estar da equipe e que permite seu crescimento exponencial ali dentro.

Eu sempre me incomodei muito com o dia-a-dia “dentro da caixa”, e é por isso que tenho me interessado tanto pelo EX.

Nessas pesquisas, me toquei que realmente estamos vivendo a era do X. E porque será que isso ficou tão importante, a experiência do usuário, depois de tanto tempo?

Ouvi o Simon Sinek (se quiser ver também, clica aqui!) falar sobre “The Golden Circle” e tudo fez sentido! Nos anos e anos de estudos, testes, dados, melhorias, e novos resultados, começamos a entender que o ser humano se importa muito mais com o “porque” das coisas do que com o “o que” ou “como”, isso é o centro do círculo de Sinek.

E aí me perguntei: “como vou fazer isso dentro da empresa que trabalho?”

Antes de fazer qualquer nova proposta, precisamos encontrar o “porque” e percebi que o EX nos permite isso, pois olharemos para os colaboradores/funcionários/associados/(do que você quiser chamar) com as lentes deles, e permitir que esse novo olhar nos guie.

Lembrem-se: essa é a hora de ouvir, de cuidar!

employee experience

Quer saber como o EX me ajudou?

Eu já sabia que queria reformular o Onboarding de onde eu trabalhava, porque no feeling a gente sabe que algumas coisas não estão indo bem. Mas eu precisava ir muito além do feeling e encontrar dados que me ajudassem, inclusive saber quais os pontos de melhoria desse processo.

Esses foram meus primeiros passos

  • Selecionei uma amostra da empresa para entrevistar (segundo script de perguntas que faziam sentido para essa pesquisa);
  • Gerei dados quantitativos e qualitativos da pesquisa;
  • Apresentei aos meus líderes os pontos de melhoria e a nova estratégia;
  • Treinei o time para “fazer tudo acontecer”.

(Parênteses): Nesse meio do caminho conheci uma profissional de Customer Experience que me abriu os olhos para tratar os colaboradores por Jornada, e aí decidimos que a Jornada de Onboarding seria reestruturada.

Todo esse projeto me trouxe uma nova visão de como olhar o colaborador e atingir seu bem-estar naquilo que realmente precisa. Por vezes podemos enfeitar o dia-a-dia das pessoas, mas antes disso é fundamental que tenhamos o saneamento básico.

newsletter da zup

O que concluímos?

Ver a trajetória do colaborador na sua empresa como uma jornada é bem interessantes para caminhar sob seus passos e atuar em melhoria contínua. Além disso, conhecer a experiência trocando as lentes gera identificação de tendências, de gaps, de furos, e é neles que podemos atuar.

Na minha experiência, que contei pra vocês, identifiquei vários pontos críticos de contato com os novos colaboradores, e com isso revimos o Processo Seletivo, pois devíamos fornecer uma experiência mais apaixonante nas entrevistas e nos retornos e a recepção do 1º dia, pois não estávamos fazendo isso bem.

A entrega do kit básico para os primeiros passos, a apresentação ideal da área de RH e sua Business Partner (trabalhamos assim por aqui) e assim por diante. Em um projeto simples e rápido (uns 2 meses) fomos capazes de identificar mais de 10 pontos de melhoria, e acredite que no seu ambiente isso também é possível.

Não vamos nos limitar ao processo de Onboarding. Podemos pensar em várias outras jornadas como Desligamentos, pedido de Férias, Processo de Desenvolvimento, pedir um Treinamento, e etc etc.

O velho ditado já dizia, não conseguimos ter resultados diferentes se continuamos tendo os mesmos comportamentos, por isso experimente o novo!

Vamos lá? : )

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