Diversidade na Zup: aprendizados e conquistas da área

Neste artigo você vai ver:

Empresas de tecnologia precisam ser mais diversas para construírem soluções com diferentes pontos de vista e que, de fato, transformem a sociedade. Mas o processo de aumentar a diversidade em uma empresa é marcado por diversos desafios e aprendizados. Por isso, hoje vamos compartilhar o processo da área de Diversidade na Zup, nossos aprendizados e nossas conquistas!

Afinal, um dos nossos pilares de cultura não é “Respeito e Inclusão” a toa! 😉

O ínicio de tudo: Estrelas Fora da Caixa 

A história da área de diversidade na Zup se inicia no ano de 2019, quando desenvolvemos o Estrelas Fora da Caixa, um programa de formação em tecnologia para pessoas em situação de vulnerabilidade social, com o recorte específico de renda.

Entender que existe este gap social foi importante para que o programa fosse desenhado com equidade em todas as etapas.

Acreditar no potencial das pessoas tem sido a missão da Zup por muito tempo, e por que não expandir essa realidade para que elas tenham acesso a um ambiente de crescimento exponencial?

“Para as pessoas evoluírem elas precisam de um ambiente correto, e muitas pessoas não possuem este ambiente para manifestar sua potencialidade.” Bruno Pierobon, CEO & Founder da Zup.

É importante ressaltar que as pessoas que participam do Estrelas são contratadas para aprenderem tecnologia e quando formadas, são integradas nos projetos da Zup.

A variedade de perspectivas e vivências influenciam na criação de um produto ou serviço, e até mesmo, na mudança das nossas percepções. Afinal, trabalhar com inovação é perceber que o mundo é mais diverso do que a gente imagina. 

Este foi o início de um trabalho para equilibrar as oportunidades de acesso e inclusão no mercado de tecnologia e inovação, e com certeza na Zup 🙂

A 1ª turma do Estrelas Fora da Caixa se formou em agosto de 2019.

A Zup tinha uma questão a resolver, mas não sabia qual era

O crescimento contínuo ao longo dos anos tornou perceptível a diversidade de pessoas que trabalhavam na Zup até então.

Ainda em 2019 com a formação das guildas, grupos de afinidade de pessoas diversas, criou-se espaços de debate sobre as questões de diversidade e inclusão. Conheça nossas guildas:

  • Wakanda: pessoas negras;
  • ZuPride: comunidade LGBTQIAP+ e pessoas aliadas;
  • ZupLadies: mulheres;
  • ZuPCD: pessoas com deficiência (PCD);
  • Parentalidade: pessoas responsáveis na criação de filhos e filhas;
  • Ghomes: homens.

“Na criação de uma solução, a diversidade é muito rica, justamente por essa pluralidade. E também enriquece a cultura da empresa, e o quanto essa empresa pode impactar socialmente.” Felipe Almeida, CMO e sócio fundador da Zup.

Criação da área de diversidade em 2020

A partir dos insights gerados e compartilhados de zuppers que fazem parte das guildas, e depois de constatar que trabalhar a inclusão das diversidades é algo que está atrelado ao nosso potencial inovador, a Zup tomou a decisão de criar uma área institucional para focar nesse tema.

“Foi um movimento de construção feito por zuppers, muitos questionamentos foram levantados e ouvimos tudo isso para criar a área”, Camila Bellato, analista de D&I da Zup.

Primeiro projeto da área de diversidade na Zup: censo demográfico

Em setembro de 2020, a área teve como seu primeiro projeto a aplicação de um censo, que mediu uma série de informações demográficas e de senso de pertencimento de zuppers.

Pensar a construção de um ambiente com pessoas diversas, para que todas se sintam bem em serem quem são, é um processo que demanda um trabalho de estrutura com perspectiva de equidade em 360º.

O censo trouxe informações importantes para que as estratégias do time casassem com o modelo de negócio da Zup, bem como com outros times envolvidos.

Ao longo do artigo você vai conhecer ações que realizamos que partiram dos insights gerados no censo.

“Ganhamos muita propriedade sobre como o modelo de negócio da Zup impacta na atração de diversidade, além de aprendermos mais sobre nossos dados”, Bruna Lacerda, Diretora da área de D&I da Zup.

3 pilares da diversidade da Zup: Entrar, Estar e Evoluir 

O time de diversidade e inclusão começou a organizar a casa e estruturou a área a partir de três pilares: Entrar, Estar e Evoluir. Cada um deles tem a função de destacar uma área de trabalho para equidade. Vamos conhecê-los em detalhes a seguir:

O ENTRAR é, de fato, nosso foco na contratação de pessoas de grupos de diversidade. Além de todo um trabalho com nosso time de Talent, aqui também temos nossos programas de formação: Estrelas Fora da Caixa, Catalisa e Zupper Aprendiz (vamos falar mais deles mais pra frente 😉).

Aqui é medido o aumento de leads e a porcentagem de admissão geral de nossos programas de formação e de ações de vagas afirmativas.

No ESTAR nosso foco é construir um ambiente de crescimento exponencial com equidade nas relações de trabalho. Aqui desenvolvemos um trabalho de conscientização e atribuição de responsabilidades para que zuppers possam contribuir nesta transformação.

Aqui é medido o senso de pertencimento e a porcentagem de attrition (ou seja, pedidos de saídas voluntárias) de diversidade. Além disso, atuamos na adaptação de processos e benefícios para que sejam inclusivos.

“Diversidade e Inclusão se infiltrou em todas as camadas, desde a contratação de fornecedores, até mudança de benefícios. Levantamos muitos dados”, Eliseu Conz, coordenador da área de D&I da Zup.

Já o EVOLUIR foca no reconhecimento de pessoas que fazem parte de grupos de diversidade. Aqui estamos implementando programas de aceleração de carreira, por exemplo, o “Lidere como uma mulher” que também vamos falar mais sobre ainda neste artigo. 

Aqui é medido a média de tempo em que uma pessoa de grupo de diversidade leva para ter uma promoção de cargo ou mérito, a porcentagem de pessoas de grupo de diversidade em cargos mais seniors e a porcentagem de pessoas de grupo de diversidade na alta liderança.

Ações e conquistas da área de diversidade da Zup ainda em 2020

Até o final do ano de 2020 muita coisa aconteceu. O Estrelas Fora da Caixa passou a fazer parte da estrutura de Diversidade e Inclusão e estava a todo vapor formando a sua terceira turma. 

Realizamos a Semana para Todes, uma segunda versão de uma série de conteúdos sobre diversidade e inclusão que foi construída em parceria com as guildas. 

O objetivo dessa ação interna foi dar visibilidade para vivências e trajetórias de diferentes pessoas e assim engajar zuppers no trabalho de inclusão.

Em novembro de 2020, a Zup recebeu o prêmio Scale-up da Endeavor na categoria Diversidade e Inclusão. Ali foram reconhecidas empresas que avançaram na pauta de D&I. Saiba tudo sobre o prêmio e a nossa trajetória no blog da Endeavor.

A Zup apesar de ser reconhecida e premiada, entendeu que ainda tinha muito o que fazer. Foi uma consideração importante para saber que estava no caminho certo.

“Diversidade e inclusão não podem mais ser uma coisa análoga à estrutura, pois está dentro. Tudo que as pessoas fazem precisa ter uma visão inclusiva. Qualquer pessoa que não esteja conectada com essa pauta, estará desatualizada no mercado”, Eliseu Conz, coordenador da área de D&I da Zup.

2021: solidificação da área de diversidade da Zup e suas ações

O ano de 2021 é um marco para a área de diversidade na Zup. Agora oficialmente como um setor, conseguimos desenvolver projetos estratégicos que levam a Zup mais perto de sua missão de transformar o Brasil em um polo criador de tecnologia de ponta.

Vamos conhecer melhor essas ações a seguir:

Mais programas de formação

O ano de 2021 foi um marco em nossos programas de formação. A seguir vamos nos aprofundar nas evoluções e conquistas de cada um deles.

Catalisa: mais PCDs na tecnologia

No início de 2021, o programa Catalisa foi lançado tendo a sua primeira edição como piloto desta nova iniciativa.

A Zup já havia entendido que investir em formação no mercado de tecnologia seria o melhor caminho para inclusão de pessoas diversas.

“É um papel da Zup trazer pessoas para se inserirem no mercado de trabalho, que antes não teriam essa oportunidade”, Felipe Almeida, CMO e sócio fundador da Zup.

Portanto, o novo programa de formação tem seu público voltado para profissionais com deficiência que queiram muito trabalhar nessa área.

Assim, além de popular a Zup com PCDs (pessoas com deficiência) o objetivo foi o de priorizar e acelerar as ações de acessibilidade nos diversos âmbitos do ambiente de trabalho.

O programa foi tão relevante que teve sua primeira edição em parceria com o Itaú, e segue com a agenda em ativa para a contratação e formação de mais profissionais do mercado de tecnologia.

4ª turma do Estrelas Fora da Caixa quebra recordes

Em 2021 a Zup formou a terceira turma do Estrelas Fora da Caixa, por conta da pandemia essa edição já foi remota.

Na sequência lançamos a quarta edição do Estrelas que registrou um recorde de pessoas inscritas, cerca de 1400. Além disso, tivemos inscrições de quase todos os estados do Brasil, faltando apenas o Amapá (mas vamos chegar lá).

“Cada vez mais investiremos em políticas de formação, pois sabemos que a realidade que temos hoje em dia é de marginalização, então essa é uma expectativa de auxiliarmos na mudança da sociedade. E ao mesmo tempo como conseguimos atuar na aceleração de carreira das pessoas para que estejam em lugar de tomada de decisão”, Gustavo Debs, COO e sócio fundador da Zup.

Zupper Aprendiz

Para atuar intencionalmente na contratação de aprendizes, desenvolvemos o Zupper Aprendiz, que tem como principal objetivo formar estes profissionais que estão iniciando sua carreira.

Já com duas turmas ativas, somando 33 jovens, o programa conta com pessoas que estão cursando o segundo ou terceiro ano do ensino médio, e são inseridas em projetos da Zup para que, juntamente com o apoio da instituição parceira, possam desenvolver suas habilidades profissionais da melhor forma.

Patrocínios estratégicos 

Em janeiro de 2021 a Zup participou do patrocínio do evento Provi Hack Woman para impulsionar a carreira de mulheres na área de tecnologia. O hackathon contou com mentoria de zuppers para o desenvolvimento destas mulheres.

“Hoje eu tenho tanto orgulho do que estamos construindo, porque já está tão refletido nos resultados dos trabalhos. Reforço o que falamos: estamos mais inovadores, não por sermos mais tecnológicos, mas porque estamos coletando visão de vários pontos, são produtos muito mais abertos, nós ficamos mais inteligentes!” Flávio Zago, sócio fundador da Zup. 

Outro patrocínio estratégico que ocorreu em junho de 2021 foi o do Autismo Tech, que trouxe outra perspectiva sobre como aumentar a inclusão de pessoas neuroatípicas no mercado de trabalho através da tecnologia. Foram três encontros trazendo a perspectiva sobre transformação social, empoderamento das pessoas, inclusão e acessibilidade.

Os dados demográficos também trouxeram a importância de trabalharmos intencionalmente a contratação de pessoas negras. Por isso, a Zup patrocinou o evento Potências Negras Tec, em agosto de 2021, com o intuito de se posicionar perante este público, apresentando nossos pilares de cultura e nossas vagas.

Na parceria com o Potências Negras Tec, a ilustríssima Ana Minuto participou de um episódio do Zupcast sobre letramento racial: 

Atuação na estrutura para resolver o problema certo

Tornar uma empresa mais diversa é um desafio com várias frentes. Agora vamos contar para você as ações que adotamos para deixar os vários níveis hierárquicos da Zup mais diversos.

Atenção nos programas de formação

A Zup tem como pilar de cultura a busca por resolver o problema certo. Quando se trata de diversidade e inclusão, ficou compreendido a necessidade de se atuar em questões estruturais.

Em se tratando de implementação de processos, bem como os programas de formação, é muito importante que a construção dos critérios de avaliação possuam perspectivas de equidade desde seu planejamento.

Para incentivar a performance das pessoas que fazem parte dos grupos sociais sub-representados, é preciso trabalhar os vieses e fazer as adaptações necessárias para incluir diferentes realidades. 

Tanto o Estrelas quanto o Catalisa, dentro de seus critérios fundamentais, oferecem um sistema de avaliação adaptado para contemplar as necessidades dos grupos de diversidade. Durante o processo de aprendizagem, é fomentado o trabalho de mentorias com cada participante.

A trilha de conteúdos envolve não somente programação, mas também soft skills para formar as pessoas e auxiliar em seu empoderamento e adaptação no processo.

Este é um trabalho feito com muita seriedade e cuidado, e é difícil. Por isso, contamos com uma equipe especialista que faz a gestão das aulas e do crescimento destes zuppers, bem como toda a preparação necessária para que se sintam em segurança de contribuírem com sua individualidade no dia a dia.

Lideranças mais diversas

Lembra que comentamos sobre as informações que o censo trouxe à tona? Um desses insights foi que a Zup era formada em sua maioria por homens autodeclarados brancos, heterossexuais e cisgêneros (como ainda é em boa parte do mercado de tecnologia).

Assim, percebemos que precisávamos de mais representatividade de identidade gênero na empresa e também nos cargos de liderança.

Por isso, lançamos o “Lidere como uma Mulher”, programa interno de aceleração de carreiras, com formação prevista até o final de 2021. O objetivo é impulsionar essas carreiras e prepará-las para assumirem cargos de tomada de decisão. Assista ao vídeo com mais informações sobre o programa:

“Focaremos em preparar as pessoas que estão na Zup, assim elas estarão aptas para sentarem em cadeiras de tomada de decisão”, Bruno Pierobon, CEO & Founder da Zup.

A Zup divulga novidades constantes sobre esta e muitas outras ações nas redes sociais, LinkedIn e Instagram.

Benefícios que fazem a diferença

Em nossas redes sociais você também encontra informações sobre o lançamento da Licença pós-paternidade, um benefício que amplia a licença paternidade com a possibilidade de papais zuppers retirarem até 90 dias.

Com isso, nosso objetivo é que zuppers compreendam que o cuidado com a família também faz parte da carreira.

O mercado de trabalho é repleto de vieses sobre papéis de gênero, o que prejudica muitas mulheres que se tornaram mães na permanência de seu emprego. 

A Licença pós-paternidade é um primeiro passo para a equidade neste aspecto.

Ações internas que trazem conhecimento e segurança

Trabalhar a segurança psicológica de zuppers também é uma missão em conjunto de todos os times da Zup. As iniciativas de D&I sobre o tema em 2021 foram variadas:

Em janeiro lançamos um material sobre o mês da visibilidade trans, contextualizando essas vivências e auxiliando na conscientização e inclusão de um  grupo social extremamente marginalizado.

Já em Março falamos sobre inclusão de mulheres no mercado de trabalho. Recebemos a Ju Wallauer, do podcast Mamilos, em um papo sobre o tema e ações práticas.

O mês do orgulho LGBTQIAP+, junho, contou com palestras sobre identidade de gênero e saúde mental dessa população. Além disso, falamos sobre microagressões (as conhecidas piadas de mal gosto) com orientações sobre como atuar diante dessas situações.

Ainda em junho, realizamos a primeira edição da Zuparada, a parada LGBTQIAP+ da Zup, com um show especial da MC Tha. Convidamos zuppers para compartilharem seus talentos em uma exposição chamada “a Arte de resistir”, teve vídeos, áudios e até desenhos das pessoas participantes.

Em setembro, tivemos mais uma edição da Zup para Todes, nossa semana de diversidade, com o objetivo de nivelar a perspectiva inclusiva de zuppers. As referências utilizadas na criação dos materiais foram os livros: 

  • How to be an inclusive leader (Como ser uma liderança inclusiva, em tradução livre), de Jennifer Brown.
  • The six signatures traits of inclusive leadership (Os seis traços característicos da liderança inclusiva, em tradução livre) da Deloitte.

A ideia foi de esmiuçar tecnicamente como cada pessoa, atuando sob a liderança de si mesma, pode contribuir para a construção de um ambiente de crescimento exponencial, com equidade nas relações e oportunidades.

Em outubro lançamos um guia de acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência. O principal objetivo foi elucidar nomenclaturas capacitistas e trazer práticas de acolhimento e integração para estes profissionais.

Chegando em novembro, além da parceria com o Potências Negras Tec, falamos sobre o papel das pessoas brancas e sua responsabilidade nas práticas antirracistas como algo imprescindível. 

Por isso, com a ação da “Zup Antirracista” trouxemos a Lia Vainer para compartilhar com zuppers informações de tomada de consciência e um chamado para ação sobre esse tema. Trabalhamos também o espaço de empoderamento da Guilda Wakanda com um encontro sobre negritude e o despertar realizado por zuppers facilitadores e participantes.

Manter a consciência de que o propósito decide

Ao longo deste pouco mais de um ano de atuação, o time de diversidade e inclusão auxiliou na virada de perspectiva sobre como as tomadas de decisões da Zup podem estar alinhadas com a construção de um ambiente equânime nas relações e oportunidades.

No futuro, será necessário trabalhar a representatividade de diversidade em cargos de tomada de decisão.

Esse é um objetivo estratégico não somente para o negócio da Zup, por alavancar o potencial criativo e de inovação dos times, mas para acelerar carreiras de pessoas com trajetórias e vivências diferentes do status quo, atuando em uma espécie de reparação histórica.

Mas para que isso se torne uma realidade, zuppers de todos os times precisam compreender sua responsabilidade e atuar sobre isso dentro dos pilares de cultura.

É um trabalho bem difícil de infiltrar as camadas institucionais, mas o time de D&I já está elaborando um plano de ação bem completo, que você vai saber com detalhes no nosso próximo artigo 😉

O que você achou da trajetória da Zup em se tornar uma empresa mais diversa? Conta pra gente nos comentários sua opinião!

Capa do artigo sobre Diversidade na Zup em que podemos ver várias pessoas diferentes, raça etnia e religião, com as mãos unidas no centro.
Foto Iogaia Mensano Sampaio
Analista de Diversidade & Inclusão
Mulher travesti, comunicóloga, aquariana, auxilia no desenvolvimento de práticas humanizadas de trabalho, e é analista de Diversidade & Inclusão da Zup.

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