Design e Acessibilidade: criando produtos acessíveis #2

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5/6/2020
Lucas Xavier
Lucas Xavier
UX Designer

Além de cozinhar e mimar minha gata, adoro estudar sobre acessibilidade e entrevistar pessoas

Está sem tempo para ler? Aperte o play para escutar o artigo.

Este é o segundo artigo da nossa série sobre experiência do usuário e acessibilidade.

Perdeu o primeiro? Leia agora como criar produtos acessíveis desde o início, parte 1.

Dessa vez, irei abordar a importância de pensar a acessibilidade desde o início do processo, e não como uma etapa apartada de todo o fluxo. Não é tão difícil quanto parece, mas precisamos ficar atentos para levantar a discussão o quanto antes.


Pensar em desenhar para acessibilidade desde o início

Como dito no texto anterior, deixar a acessibilidade como um processo apartado, pode nos levar a alguns erros e inconsistência durante o fluxo de trabalho. Então, tenha em mente desde o início de qualquer projeto, a necessidade de pensar em acessibilidade desde o início.

Na prática significa

Lembrar da acessibilidade e trabalhar com ela desde o começo do processo significa, por exemplo, pensar em quais vão ser os títulos dos botões, em como vai ficar a disposição dos elementos da tela (algo muito importante para quem usa leitores de tela para navegar pelo conteúdo), contraste de cor e fundo ao fazer um guia visual ou design System.

Pesquisas comprovam, inclusive, que priorizar a acessibilidade no design, auxilia inclusive usuários que não possuem nenhuma necessidade especial. Então, podemos concluir que cuidar de acessibilidade não gera nenhum impacto negativo para os demais usuários, pelo contrário.


Introdução à W3C e WCAG: estudando mais a fundo acessibilidade

Bom, vamos começar pelo básico dessa sopa de letrinhas. Vou colar aqui a tradução literal de como a W3C se explica para o mundo:


W3C: O World Wide Web Consortium (W3C) é uma comunidade internacional voluntária, criada em 1994 e desenvolve padrões abertos para a web. O W3C descreve suas diretrizes para acessibilidade da Web nas WCAG 2.1, que é essencialmente o padrão-ouro para as melhores práticas de acessibilidade da Web.


Enquanto a W3C é gigante, cheia de tópicos sobre boas práticas de código e como desenhar para a web, tornando-a confusa e difícil de ler para muitos designers, os princípios de acessibilidade do W3C, a Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) é um pouquinho mais fácil e mais bem organizada, mas ainda assim possui conteúdo híbrido para designers e programadores. 

A maioria das pessoas que estão trabalhando com acessibilidade usam a WCAG como guia de estudos e de trabalho e não é tão focada somente para desenvolvedores.

Ela lista em tópicos e separa por critério de sucesso (A, AA ou AAA) e dificuldade de implementação (A da mais fácil, até AAA, a mais difícil de implementar), listando tudo (ou quase tudo) que pode ajudar você a chegar em um produto digital acessível, como “contraste mínimo de cor e fundo”, “títulos de botões”, e por aí vai. 

Conclusão

Para iniciar de forma mais amigável e divertida essa conversa, ter em mente esses tópicos é importante: saber que acessibilidade é desenhar para todos, que pensar para acessibilidade tem que ser desde o começo e que a WCAG será nossa bíblia daqui por diante. 

E nos próximos textos, entrarei mais a fundo em como usar a WCAG a nosso favor, aprendendo a navegar por ela e alguns critérios importantes que é bom todo designer ter na veia, como contraste, tamanho mínimo de fonte, entre outros.


Tem alguma dúvida específica sobre o assunto ou quer compartilhar a sua visão do tema? Me conta nos comentários!

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