Infográfico: como crescer na carreira de desenvolvedor back-end

10/12/2019
Mari Zancanaro
Mari Zancanaro
Employer Branding

Gosto de ouvir, contar e rir de boas histórias

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Confira o infográfico ao final do post.

Existem múltiplos caminhos de entrada nessa profissão. Tem quem começou a codar adolescente e quem mergulhou nessa jornada depois de já ter passado por outras tantas experiências.

Seja como for a entrada, o caminho é aberto para todos. E, pensando em quem já descobriu que ama codar, mapeamos algumas das possibilidades de crescimento para desenvolvedores back-end:

Juniores ou Começando pelo começo

Todo mundo começa por aqui e não seria diferente na programação. Tirando estagiários e assistentes, esse é o nível de entrada tradicional.

É nessa fase que você escolhe uma linguagem para começar a estudar. Geralmente, algo que começou na faculdade, em algum curso ou a linguagem usada no trabalho. Nesse começo também é natural ter contato com os conceitos básicos de desenvolvimento front-end. Afinal, talvez você ainda nem tenha decidido suas preferências, entre back, front e, por que não, full-stack. 

Esse momento é essencial para entender os principais conceitos técnicos, a dinâmica de trabalho, boas práticas e boas referências. Além, é claro, de explorar linguagens, frameworks e tudo o mais.

O principal ponto para ser um júnior é que você ainda não consegue realizar todas as suas tarefas sozinho. A parte boa é que, numa equipe, tem sempre profissionais mais seniores para te auxiliar. Nessa fase é extremamente importante desenvolver sua habilidade de comunicação - afinal, será comum pedir ajuda a outros colegas.

Dica: não tenha medo de errar, experimentar, tentar novas linguagens, e, principalmente, de perguntar. 

Entenda neste outro artigo as linguagens utilizadas no desenvolvimento Back-end.

Já é hora de virar um Desenvolvedor Back-end Pleno?

A maior diferença para um júnior, é que o dev pleno tem mais autonomia. Você não sabe como fazer tudo, mas já sabe onde buscar informação - o que pode funcionar ou não - e já consegue até ajudar o amigo júnior.

Resumo: você não tem responsabilidade pela entrega da equipe, mas já consegue se virar sozinho.

Dica: se desafie, tente sempre uma tarefa um pouco mais complexa. Ah, a partir daqui também já é interessante ir percebendo suas aptidões em termos de hard e soft skills.

Como saber se já sou sênior?

Você já pesquisa informações com maestria, sabe o que está fazendo. Pode não saber tudo, mas vai com certeza saber quem ou onde encontrar o que precisa.

Agora, além de autonomia você já começa a ter certa responsabilidade pelas entregas do time (contando ainda com um tech lead em muitos casos). Consegue ajudar desenvolvedores plenos e juniores, faz code reviews e serve de referência e apoio para o tech lead.

Sênior aqui, Pleno alí - e a regra de cada empresa

Mudanças de nomenclatura de senioridade em diferentes empresas são muito comuns. Seja por uma diferença de tecnologia, ou seja, com determinada tecnologia você era sênior, mas o novo emprego exige uma outra stack na qual você é pleno.

Seja por questões de soft skill, ou seja, embora tenha conhecimento técnico, ainda falta maturidade em questões de relacionamento interpessoal. Ou, ainda, mudanças por questões de faixa salarial x cargos estabelecidos. 

A verdade é que cada empresa tem uma regra para o que considera júnior, pleno e sênior e nem sempre é possível saber com antecedência. Nosso conselho é conversar sobre isso nas etapas mais avançadas de entrevista e alinhar expectativas.

webinar carreira em tecnologia


Sou sênior, e agora?

Geralmente, é possível trilhar um caminho linear até aqui. Lembrando que o tempo para isso depende muito da trajetória de cada um, oportunidades e comprometimento.

Agora, com alguns bons anos de experiência, você provavelmente já está de olho no próximo passo, certo?

E, embora existam algumas possibilidades, esse caminho se bifurca em dois principais: especialização técnica ou gestão de pessoas e projetos.

Quero seguir o caminho técnico

Você tem paixão por codar, resolver bugs, entregar códigos e quer se aprofundar cada vez mais na área técnica. Nesse caso, seu futuro é no sentido de tornar-se um arquiteto de soluções e/ou consultor. 

Ambos os cargos exigem um altíssimo conhecimento técnico, muito aprimoramento de hard skill e carregam alta responsabilidade.

Para além de saber codar, um Arquiteto de Soluções tem a responsabilidade de montar uma estrutura sobre a qual todos os outros programadores do projeto vão trabalhar. 

Já para ser um Consultor, espera-se que o profissional detenha conhecimento técnico suficiente para analisar, diagnosticar e dar suporte sobre a arquitetura de projetos. Além de responsabilidade, é necessário muita confiança e autoridade.

Apesar de não requerer tanta soft skill (quanto cargos de gestão), comunicação é sempre essencial. Isso fica claro na hora de passar conhecimento para o resto do time e se comunicar com o responsável pela parte de negócio.

Apesar de ser um caminho com poucos passos (ou cargos), é possível conquistar bastante prestígio e se estabelecer como referência no mercado. Existem poucos profissionais com tanta bagagem e muita gente precisando desse conhecimento.

Meu time, minha vida

Sua outra opção é guiar sua carreira para cargos mais próximos de gestão de pessoas. Após atingir determinado conhecimento técnico (que não precisa ser sênior), você já pode considerar usar suas soft skills para gestão e liderança. No caso do programador backend, esse seria o caso do Tech Lead:

Tech Lead

Obviamente é preciso ter um bom conhecimento técnico. Mas, para além de ser a referência técnica do time, o tech lead é o responsável pela comunicação com outras equipes, pela entrega do time e é o ponto focal de tudo o que é externo.

Ou seja, é ele quem vai interagir com outros stakeholders, entender as dores do negócio, negociar backlog, etc. 

Além disso, também pode ser responsável por fazer as code reviews (a depender da maturidade do time), trabalhar em conjunto com o arquiteto e fazer a gestão humana da equipe.

Obviamente, esse é um papel que exige um desenvolvimento muito maior das suas soft skills. Comunicação, gerenciamento de crises, saber lidar bem com pressão, ajudar cada um do time a se desenvolver. 

Ser um bom líder/gestor é uma tarefa extremamente complexa, que exige muita dedicação e que não necessariamente foi desenvolvida no começo da carreira de back-end. Por isso pode se apresentar como um grande desafio. Em contrapartida, quando falamos em cargos de gestão o céu é o limite. Dá pra chegar até um CTO (Chief Technology Officer) e até a entrar como sócio em empresas de tecnologia por exemplo.

Tem mais opções?

Mas é claro! Durante sua trajetória é possível se desviar para uma área mais voltada a negócios ou de processos. É o caso de desenvolvedores que viram analistas de negócios, scrum masters, agilistas, designer de serviços, analista de testes, etc. Ainda flertando com código e/ou gestão, mas não necessariamente lineares.

Codar ou gerir, eis a questão?

Não existe um momento específico onde seja necessário escolher qual caminho trilhar. A questão é muito mais sobre suas aptidões e vontades que sobre momento. Um desenvolvedor pleno pode decidir se aprofundar em gestão, assim como um arquiteto.

A diferença é que, uma vez escolhido o caminho de pessoas, fica mais difícil (mas não impossível) voltar para a carreira técnica. Por isso, essa decisão precisa ser tomada com bastante consciência, especialmente sobre seus gostos e aptidões.

Vale dizer ainda que tanto um tech lead quanto um arquiteto tem alta responsabilidade e há lugares onde apenas uma pessoa ocupa os dois papéis.

Não existe receita de bolo ou teste do Buzzfeed para essa decisão. A gente sabe que essa conversa parece balela, mas a verdade é que é preciso bastante autoconhecimento para enxergar em si mesmo. Inclusive, caso você tenha a possibilidade, é interessante pedir ajuda a um profissional de carreira (aqui na Zup a gente chama de Business Partner), capaz de analisar seu perfil e te ajudar a tomar essas decisões.

Ao infinito e além

Como profissional estritamente técnico, é preciso entender que existe um limite de crescimento vertical - o que hoje seria equivalente a um consultor ou arquiteto sênior. 

Quando o assunto é gestão, o teto é mais alto, podendo chegar a cargos como CTO ou VP de tecnologia.

Mas atenção: não se deixe levar por uma ambição de cargos. Seguir para a área de gestão também significa que, à médio prazo, é possível que você deixe de botar a mão em código. Você estaria ok com isso?

Carreira em Tecnologia

E você, em qual fase da carreira está e para onde pretende caminhar? Vamos discutir muito sobre o assunto em um webinar gratuito.

infográfico com carreira de desenvolvedor back-end


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